Em cima da hora:
Queda de energia em Brotas deixa serviço da Defesa Civil fora do ar
-
  • Facebook
  • Twitter
  • Orkut
  • Feeds
  • Prefeito amansa sindicalista, acaba com estado de greve e retarda redução da carga horária


    04/04/2014 às 10:02h
    Recomendar

    O humor colérico presente no discurso do líder sindical Germano Barreto, quando esteve na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Vereadores na manhã da última quarta-feira (02) não o acompanhou quando, com uma comissão de professores, esteve em audiência com o prefeito José Ronaldo de Carvalho no pôr do sol daquele mesmo dia. E daí surge a indagação: qual o resultado deste encontro?
    Bom. Ao que parece, o prefeito da cidade conseguiu amansar o sindicalista, acabar com a paralisação e ainda esticar em 90 dias (até 2 de julho, Dia da Independência da Bahia)  o prazo para avaliar apenas a proposta de redução da carga horária, em sala de aula, dos professores. Outros elementos da pauta de reivindicação como a reestruturação das escolas e o plano de carreira ficaram em segundo plano.  
    No que tange ao cumprimento da lei do piso nacional, garantido pela legislação em vigor, Germano disse, na Câmara, que queria o retroativo a janeiro de 2014. Já com o prefeito, a APLB parece ter esquecido deste retroativo e se preocupou com o vindouro (janeiro de 2015) mas não convenceu o prefeito, que chegou a propor  começar a pagar no último ano do seu mandato.

     “(...) Estaremos cobrando o pagamento do piso para janeiro de 2015, pois  a prefeitura fez uma proposta  inicial para 2016. Mas isso é uma coisa que depende da arrecadação. O prefeito deixou bem claro”, afirmou, ontem, Germano ao portal Acorda Cidade, depois de assembleia realizada em um restaurante no Centro da Cidade.
    O recuo da APLB causou repercussão nas redes sociais, sobretudo por este posicionamento assumido pelo líder em dizer que o prefeito foi bem claro, que para cumprir a lei do piso vai depender da arrecadação. A professora Vivian Nery publicou em sua rede social o seguinte:
    O mesmo sindicato que apresenta uma posição avançada na "Casa da Cidadania", fora hoje, o mesmo que discursava sobre o recuo diante da resposta evasiva de um governo autoritário e intransigente. Recuar num momento onde a insafistação popular ecoa: golpe no IPTU, e onde esse mesmo Governo tenta atrelar os ganhos da categoria mediante aumento na arrecadação do município, e no mínimo uma atitude ingênua, para não dizer pelegagem. APLB NÃO ME REPRESENTA!!!
    Comentando o resultado da assembleia entre a categoria e o executivo municipal, a  professora Márcia Rocha publicou:
    “(...) diante dos embates lamento o resultado da assembleia de hoje. Saí de lá com sentimentos como revolta, raiva e vergonha de ver minha categoria recuar diante do discurso de derrotado da APLB (induzindo a categoria a recuar) e compreendi mais uma vez qual o papel desse sindicato que nos afunda cada vez mais (...)”. 
    Apesar da insatisfação das educadoras, Germano garantiu que vai entrar com duas representações contra a Prefeitura: uma no Ministério Público Estadual e outra do Ministério Público Federal. 
     
     



    Comentários


    13/04/2014 as 03h18m
    antonio fernando de jesus santos escreveu:
    acho q agora entrar na justiça nao justifica o erro cometido neste momento pelo sindicato, por isso nao sou mais filiado, embora seja obrigado a pagar contribuiçao sindical, absurdo isto!
Os comentários e textos não representam a opinião do portal; a responsabilidade pelo blog é do autor da mensagem.
Folha do Estado da Bahia
Desenvolvido por Tacitus Tecnologia