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  • Antônio Alves da Silva, mestre dos mestres na literatura de cordel - parte II

    Os primeiros anos em Mata de São João As partes I e II foram publicadas originalmente no jornal Folha do Estado da Bahia.


    13/02/2013 às 12:25h
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    Antônio Alves da Silva, mestre dos mestres na literatura de cordel - parte II
    Carlos Magno Vitor da Silva é mestre em Literatura, poeta, professor de Língua Portugesa; membro da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana; da Academia de Letras, Artes e Ciências de Buenos Aires e da Academia de Cultura da Bahia

    Antônio Alves viveu sua infância em Mata de São João, cidade do recôncavo baiano, não muito distante de Salvador. Nasceu e se criou na Rua do Veludo, nas imediações do centro da cidade, numa casa humilde, de taipa, coberta de palha de pindoba. Logo cedo Antônio Alves ficou órfão de mãe. Ela falecera quando ele contava 5 anos de idade. De Mata de São João, famosa por suas belíssimas praias e o Castelo Garcia D’Ávila, Antônio Alves herdou seu pendor pelas tradições populares. Observe-se o que se informa, em site oficial (2007, [n.p.]), acerca do cadinho cultural de Mata de São João:
     
    Mata de São João é assim: um lugar de gente simples, uma população alegre e hospitaleira. Sua gente faz valer a fama dos baianos: orienta, informa, conduz. Brinca e faz festa para que todos fiquem à vontade e se sintam em casa. Quem mora em Mata de São João faz questão de manter as tradições culturais e apresentá-las sempre que necessário: capoeira, samba de roda, maculelê. Manifestações passadas de geração para geração. Aqui misturam-se tradições e heranças do povo africano e dos índios e caboclos que primeiro habitaram o lugar. Mistura que se reflete, por exemplo, na arte de transformar a piaçava em bolsas, tapetes e objetos de decoração, além de outros artesanatos, como esculturas em madeira ou barro e acessórios femininos de todos os tipos, dos mais simples aos mais sofisticados.
     
    Um episódio de infância que marcou a vida de Antônio Alves aconteceu em 1935 quando, com alguns amigos, tomava banho no rio Jacuípe e, não sabendo nadar, quase morreu afogado. Foi salvo por uma jovem veranista, da capital, que ia passando pelo local. Esse episódio mais tarde foi trabalhado na ficção, ao escrever o folheto intitulado: “O drama da minha vida”.
    Em Mata de São João, Antônio Alves estudou até a 3ª série primária. Mesmo depois que se mudou para Salvador, ainda tentou dar continuidade aos seus estudos regulares, mas, por não dispor de recursos para comprar o uniforme escolar, desistiu definitivamente da escola. Tinha vergonha de ir à escola trajando roupas e chinelos tão rotos e pobres. Tornou-se autodidata. Aprendeu como aprendem os andarilhos: percorrendo o mundo, conhecendo novas culturas, convivendo com as pessoas, estudando por conta própria. E não é sem motivos que esse é um dos grandes pilares da poética popular de Antônio Alves.



    Comentários


    13/02/2013 as 12h53m
    Jamile Braz escreveu:
    Muito bom! Grande cordelista Antonio Alves. Parabéns Professor Carlos Magno pelo excelente artigo.
    24/04/2013 as 19h39m
    Savio Gomes escreveu:
    Gostaria muito de saber onde comprar exemplares ou cópias da obra de Antonio Alves da Silva. Me interessei após ler a sua matéria, muito boa por sinal. Aguardo retorno o mais breve que for possível.Obrigado.
    19/08/2014 as 19h35m
    Miraci Alves da Silva escreveu:
    Meu pai,me orgulho dele!Um grande homem que deixou história.Partiu para o céu ano passado,deixando sorrisos ,lembranças e muitas saudades!!:`(
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