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  • Reforma Protestante, 495 anos de história

    A Reforma foi necessária para que a igreja voltasse às raízes do cristianismo primitivo as doutrinas cristãs do seu nascedouro


    31/10/2012 às 11:22h
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    Reforma Protestante, 495 anos de história
    A Igreja Católica se tornou uma senhora feudal e abandonou os princípios cristãos, o que motivou a Reforma Protestante, disse Elizete da Silva, especialista em História das Religiões

    Por Danilo Guerra

    Liderada pelo monge alemão Martinho Lutero, a Reforma Protestante completa hoje 495 anos. Depois do rompimento público e definitivo com a Igreja Católica Apostólica Romana no século XVI por conta das suas 95 teses, as verdades bíblicas pregadas por Lutero se espalharam por todas as regiões do mundo e conquistou incontáveis adeptos
    Elizete da Silva, professora titular da Universidade Estadual de Feira de Santana, especialista em História das Religiões, história do Protestantismo e coordenadora do grupo de pesquisa da Religião, explica que durante a Idade Média, a Igreja Católica se tornou uma senhora feudal e interferia diretamente nas decisões políticas juntando, para si, altas somas em dinheiro e terras apoiada pelo sistema feudalista.
    Contrariando as práticas mercantis e a hegemonia católica, começaram a surgir diversos grupos religiosos que protestavam contra a lógica dominante e opressora da Igreja Romana. "Estes grupos foram necessários porque a igreja católica apostólica romana tinha se desviado dos propósitos do cristianismo primitivo, um cristianismo que tinha um conjunto de doutrinas e de práticas devocionais, de caridade, simplicidade e pureza evangélica", esclareceu.
    Com o advento da Reforma, os protestantes passaram a cultivar esses princípios e a contestar a ordem imperial romana. Por conta disto, "muitos foram trucidados, perseguidos e destroçados por conta da inquisição", explica a pesquisadora.  "A reforma foi necessária para que a igreja voltasse às raízes do cristianismo primitivo as doutrinas cristãs do seu nascedouro" completou.
    Segundo ela, a escolha do dia 31 de outubro não foi aleatória, pelo contrário foi muito bem planejada. "Lutero sabia que o 31 de outubro era muito importante no calendário católico, visto que antecedia o 1º de novembro, dia de todos os santos. Então, estrategicamente, ele afixa suas 95 teses, em 31/10, na porta do templo para que todos os católicos lessem antes de adentrar a igreja".
    As teses eram uma refutação aos desvios e aos erros da igreja católica desde a venda de indulgências, à salvação pelas obras; "exatamente o contrário do prega a bíblia que diz que a salvação é pela ".
    A historiadora assegura que Lutero se baseou em quatro princípios fundamentais das Escrituras Sagradas: à salvação pela e não pelas obras, Jesus Cristo como único mediador entre Deus e os homens, a centralização da Bíblia e o sacerdócio universal cristão. E por conta disto, incomodou a clero romano.
    O rompimento aconteceu em um debate público na presença de representantes da igreja católica e amigos de Lutero quando a bula papal dizia que Lutero deveria se retratar ou era considerado herege e estaria condenado a morte. "Então, como bom alemão, colérico ele rasga a bula e a joga na pira dizendo preferir seguir sua própria consciência. Nesse momento um rompimento definitivo e a reforma não teve mais volta". A partir daí qualquer homem e qualquer mulher poderia ler a Bíblia e ser iluminado pelo Espírito Santo.
    Matinho Lutero nasceu em 10 de novembro de 1483 e faleceu de morte natural em 18 de fevereiro de 1546. Mas suas sua coragem, seu destemor e sua ousadia teológica, o transformaram em imortal por não negar as verdades incontestáveis da Bíblia Sagrada desprezadas pela Igreja Católica Romana da Idade Média.

     



    Comentários


    31/10/2012 as 18h05m
    Joaquim Vitor da Paz Neto escreveu:
    Bom aprender mais um pouco,
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