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  • Seleção simplificada Gestar 2013


    19.02.2013 15h07m
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    Estão abertas as inscrições para professores da rede estadual que desejem atuar como formadores de língua portuguesa e matemática do programa Gestão de Aprendizagem Escolar – Gestar II, nas 33 Direc.
    O professor interessado deve atender aos seguintes requisitos:
    -Ser ocupante de cargo efetivo do quadro do Magistério Público do Estado da Bahia, com matrícula em regime de 40 horas semanais;
    -Possuir formação em letras ou matemática;
    -Ter conhecimentos básicos em informática;
    -Compreender o funcionamento do Gestar;
    -Apresentar disponibilidade para realizar viagens periódicas, visitas às escolas, participar de reuniões, eventos e demais programações ordinárias.
    A primeira etapa da seleção consiste na análise curricular, onde será considerada a formação acadêmica, a avaliação da titulação e a experiência profissional que se adequa ao perfil do programa. Logo após será feita a entrevista e a prova didática com data a ser definida pela coordenação do Gestar e divulgada no Portal da Educação.
    Os candidatos selecionados, após treinamento prévio, vão compor o quadro dos professores formadores do projeto ação Um Gestar em casa Escola nas áreas de língua portuguesa e matemática, com o recurso dos instrumentos didáticos do programa com foco no Ensino Fundamental II.
    Para participar o candidato deve preencher a ficha de inscrição e enviar (assinada e escaneada) para o e-mail [email protected].



  • Matrícula da rede estadual começa hoje


    19.02.2013 15h04m
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    A matrícula na rede estadual começa nesta terça-feira (19/02) e prossegue até 28 de fevereiro. O calendário está subdividido para oferecer mais comodidade e segurança aos estudantes e seus responsáveis.A matrícula na rede estadual começa nesta terça-feira (19/02) e prossegue até 28 de fevereiro. O calendário está subdividido para oferecer mais comodidade e segurança aos estudantes e seus responsáveis.

    O secretário Osvaldo Barreto informou que 700 mil estudantes das escolas estaduais confirmaram suas matrículas para 2013. Com a abertura do calendário a estimativa da Secretaria Estadual da Educação é manter o quantitativo de cerca de 1 milhão de estudantes matriculados. “As famílias e os estudantes podem ficar tranqüilos com relação à garantia de vagas nas escolas estaduais. Todos os que procurarem a rede terão os seus pedidos de matrícula atendidos. Ninguém vai ficar sem estudar por falta de vaga”, garantiu o secretário Barreto.
     

    O secretário Osvaldo Barreto informou que 700 mil estudantes das escolas estaduais já confirmaram suas matrículas para 2013. Com a abertura do calendário a estimativa da Secretaria Estadual da Educação é manter o quantitativo de cerca de 1 milhão de estudantes matriculados. “As famílias e os estudantes podem ficar tranqüilos com relação à garantia de vagas nas escolas estaduais. Todos os que procurarem a rede terão os seus pedidos de matrícula atendidos. Ninguém vai ficar sem estudar por falta de vaga”, garantiu o secretário Barreto.



  • Intervozes promove segundo curso sobre a mídia no Brasil


    19.02.2013 14h30m
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    O Intervozes promove a partir de março a segunda edição do curso a distância “Como funciona a mídia no Brasil e os desafios do novo marco regulatório”. A iniciativa visa debater a situação dos meios de comunicação no país e as alternativas para democratizar o setor, em especial a agenda de uma nova legislação que promovar a diversidade e a pluralidade nas comunicações do país.

    O curso será realizado na modalidade à distância. Os participantes assistirão a aulas transmitidas pela Internet com nomes de destaque na crítica da mídia e aprofundarão os conteúdos dos módulos em um ambiente virtual baseado na plataforma moodle, onde terão acesso a materiais e participarão de fóruns de debates e chats. Ao final, os participantes vão ter que apresentar um artigo ou um produto audiovisual sobre os temas trabalhados ao longo do curso.

    Entre os nomes que já confirmaram estão o professor da Universidade de Brasília e idealizador do Laboratório de Políticas de Comunicação da mesma instituição Murilo César Ramos; o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador dos processos de convergência de mídias Marcos Dantas; e a advogada do Instituto Proteste e ex-integrante do Conselho Consultivo da Agência Nacioanl de Telecomunicações Flávia Lefévre.

    Podem participar quaisquer interessados na temática. As inscrições vão até o dia 10 de março e custam R$ 390 na modalidade parcelada (em 3 vezes) ou R$ 350 à vista. Assim como na primeira edição, haverá a modalidade de bolsas para pessoas vinculadas a movimentos sociais e organizações da sociedade civil. Para mais informações, acesse www.intervozes.org.br/cursos .


  • PEC 24: Proposta de Capiberibe valoriza policiais e bombeiros de todo o país


    18.02.2013 10h46m
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    Por Aline Guedes
     
    Policiais e bombeiros militares de todo o Brasil poderão ter seu trabalho aperfeiçoado com cursos de capacitação, aquisição de fardamentos, armamentos, munições, veículos e equipamentos de comunicação, que visem ao reforço de toda a estrutura-base.
     
    A destinação de recursos para a Segurança por meio da criação do “Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública”, é o objetivo da Proposta de Emenda Constitucional 24, ou simplesmente PEC 24, criada pelo senador amapaense João Capiberibe (PSB).
     
    De acordo com a proposta, que está tramitando no Congresso Nacional, o Fundo terá um Conselho Consultivo e de Acompanhamento, com participação de representantes da sociedade civil, e a execução financeira será realizada por meio de transferência aos Estados e ao Distrito Federal, com fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União) e dos órgãos de controle interno do Poder Executivo Federal. 
     
    Em eventos organizados pela Associação Nacional das Entidades Representativas de Cabos e Soldados Policiais e Bombeiros Militares (ANERCS), João Capiberibe apresenta os detalhes e recolhe sugestões destes profissionais para o aperfeiçoamento da PEC 24.
     
    Os encontros já ocorreram, no ano passado, em Campo Grande/MS (agosto), em Goiânia/GO (setembro) e em Belo Horizonte/MG (novembro). Agora, é vez da etapa amapaense, com evento em Macapá, nos dias 25 e 26/02. O objetivo é manter os policias e bombeiros militares atentos ao assunto, envidando esforços para a aprovação da matéria no Congresso, no menor prazo de tempo possível.
     
    Para Capiberibe, o Brasil deu um passo adiante vinculando verbas orçamentárias à Educação e Saúde, mas falta garantir as fontes de financiamento para a Segurança.
     
    “Nossa proposta é que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública garanta o repasse constitucional para os 26 Estados e o Distrito Federal. Assim, pela primeira vez, a questão será tratada da maneira que necessita e como exige a sociedade brasileira” – destacou.
     
    O projeto pode ser acessado por meio do link:
    http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=107846&tp=1



  • Curso nos EUA para professor de inglês tem inscrição até hoje


    14.02.2013 12h45m
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    Professores de inglês da rede pública dispostos a fazer aperfeiçoamento no idioma podem efetuar a inscrição, até hoje, para curso intensivo de seis semanas em universidades dos Estados Unidos. A oferta é de 540 vagas. Pela previsão da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação, mais de dois mil professores são candidatos.

    A seleção de professores faz parte da quinta edição do Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa nos EUA, cujo edital foi divulgado em janeiro último pela Capes. Na última edição, 18 universidades americanas, em Austin, Chicago, Miami, Filadélfia e Nova York, entre outras cidades, participaram do programa.

    Nesta edição, serão selecionados até 20 professores por unidade da Federação. Estão previstas dez vagas para o curso de desenvolvimento de metodologias e dez para o de aprimoramento em inglês. Caso alguma unidade federativa deixe de preencher as vagas, as que sobrarem serão remanejadas para outra, da mesma região. O resultado da seleção será divulgado em abril. As atividades terão início em junho.
    Os selecionados serão beneficiados com emissão de visto J-1 pela Embaixada dos EUA no Brasil, sem ônus (o visto J-1 é obtido por pessoas que participam de programas de intercâmbio ou treinamento. Os portadores podem participar, nos EUA, de programas governamentais, acadêmicos ou do setor privado); passagem aérea internacional de ida e volta; ajuda de custo de U$ 500; seguro-saúde, alojamento no câmpus universitário, alimentação, taxas escolares e material didático.
    Mais informações sobre o encaminhamento das inscrições estão descritas no edital do programa. Dúvidas podem ser encaminhadas pelo endereço eletrônico [email protected].

    Fonte: MEC



  • Prorrogadas as inscrições para o Encceja 2013


    13.02.2013 15h52m
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    As inscrições ao Exame Nacional de Certificação de Competências (Encceja) 2013 foram prorrogadas até as 23h59 (horário oficial de Brasília) do dia 22 de fevereiro. A participação no Encceja é voluntária e gratuita, destinada a pessoas com no mínimo 15 anos, completados na data de realização do Exame, que residam no Brasil e que não tiveram oportunidade de concluir o Ensino Fundamental na idade apropriada.
    As provas ocorrerão em 14 de abril, nos turnos matutino e vespertino, em todas as Unidades da Federação, e as inscrições deverão ser feitas exclusivamente pela internet.
    Os resultados do Encceja podem ser utilizados para obter a certificação de conclusão do Ensino Fundamental, a critério das Secretarias Estaduais de Educação. Portanto, no ato da inscrição, o participante deverá indicar a Secretaria Estadual de Educação em que pleiteia a certificação
    Para maiores informações acesse o site do INEP http://portal.inep.gov.br/visualizar/-/asset_publisher/6AhJ/content/prorrogadas-as-inscricoes-para-o-encceja-2013?redirect=http%3a%2f%2fportal.inep.gov.br%2f 

    Fonte: INEP


  • Antônio Alves da Silva, mestre dos mestres na literatura de cordel - parte II

    Os primeiros anos em Mata de São João As partes I e II foram publicadas originalmente no jornal Folha do Estado da Bahia.
    13.02.2013 12h25m
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    Antônio Alves da Silva, mestre dos mestres na literatura de cordel - parte II
    Carlos Magno Vitor da Silva é mestre em Literatura, poeta, professor de Língua Portugesa; membro da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana; da Academia de Letras, Artes e Ciências de Buenos Aires e da Academia de Cultura da Bahia

    Antônio Alves viveu sua infância em Mata de São João, cidade do recôncavo baiano, não muito distante de Salvador. Nasceu e se criou na Rua do Veludo, nas imediações do centro da cidade, numa casa humilde, de taipa, coberta de palha de pindoba. Logo cedo Antônio Alves ficou órfão de mãe. Ela falecera quando ele contava 5 anos de idade. De Mata de São João, famosa por suas belíssimas praias e o Castelo Garcia D’Ávila, Antônio Alves herdou seu pendor pelas tradições populares. Observe-se o que se informa, em site oficial (2007, [n.p.]), acerca do cadinho cultural de Mata de São João:
     
    Mata de São João é assim: um lugar de gente simples, uma população alegre e hospitaleira. Sua gente faz valer a fama dos baianos: orienta, informa, conduz. Brinca e faz festa para que todos fiquem à vontade e se sintam em casa. Quem mora em Mata de São João faz questão de manter as tradições culturais e apresentá-las sempre que necessário: capoeira, samba de roda, maculelê. Manifestações passadas de geração para geração. Aqui misturam-se tradições e heranças do povo africano e dos índios e caboclos que primeiro habitaram o lugar. Mistura que se reflete, por exemplo, na arte de transformar a piaçava em bolsas, tapetes e objetos de decoração, além de outros artesanatos, como esculturas em madeira ou barro e acessórios femininos de todos os tipos, dos mais simples aos mais sofisticados.
     
    Um episódio de infância que marcou a vida de Antônio Alves aconteceu em 1935 quando, com alguns amigos, tomava banho no rio Jacuípe e, não sabendo nadar, quase morreu afogado. Foi salvo por uma jovem veranista, da capital, que ia passando pelo local. Esse episódio mais tarde foi trabalhado na ficção, ao escrever o folheto intitulado: “O drama da minha vida”.
    Em Mata de São João, Antônio Alves estudou até a 3ª série primária. Mesmo depois que se mudou para Salvador, ainda tentou dar continuidade aos seus estudos regulares, mas, por não dispor de recursos para comprar o uniforme escolar, desistiu definitivamente da escola. Tinha vergonha de ir à escola trajando roupas e chinelos tão rotos e pobres. Tornou-se autodidata. Aprendeu como aprendem os andarilhos: percorrendo o mundo, conhecendo novas culturas, convivendo com as pessoas, estudando por conta própria. E não é sem motivos que esse é um dos grandes pilares da poética popular de Antônio Alves.



  • Antônio Alves da Silva, mestre dos mestres na literatura de cordel - parte I

    Autor: Carlos Magno Vitor da Silva - Mestre em Literatura, poeta, professor de Lingua Portugesa na Faculdade Uniasselvi; membro da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana; da Academia de Letras, Artes e Ciências de Buenos Aires e da Academia de Cultura da Bahia. Autor das obras: “Breves paragens e outros poemas” (2006), Memórias inapagáveis (2010), Comicidade popular: estudo sobre o riso (2011).
    13.02.2013 12h17m
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    Estudos recentes têm demonstrado que nenhum artista escreve a partir de um marco zero.  T.S. Eliot (1989, p.39) diz que“nenhum poeta, nenhum artista, tem sua significação completa sozinho”. Segundo Eliot, quando um poeta escreve, expressa tanto os ideais de sua geração como das gerações passadas; sua nova obra acrescenta algo novo na totalidade da ordem existente, “e desse modo as relações, proporções, valores de cada obra de arte rumo ao todo são reajustados; e reside a harmonia ente o antigo e o novo” (1989, p. 39).  Nesse sentido, o poeta precisa atentar para o fato de que a sua obra não é um aperfeiçoamento do passado, nem a aposentadoria de seus grandes escritores, mas uma mudança de mentalidade sempre em desenvolvimento. “O fundamental consiste em insistir que o poeta deva desenvolver ou buscar a consciência do passado e que possa continuar a desenvolvê-la ao longo de toda a sua carreira” (ELIOT, 1989, p. 42).
    Também Câmara Cascudo (1973, vol. 1, p.6-7) testemunha como a herança do passado do ser humano está viva no presente. Diz ele:
     
    A simpatia natural pela etnografia é que ela evoca documentadamente a história da nossa grande família humana, evidenciando continuidades e seqüências que orgulham ou decepcionam a vaidade dos netos presentes. Tem-se uma impressão emocional e confusa de ver um velho álbum doméstico, recordando façanhas e vitórias de homens cujo sangue talvez esteja nas nossas veias contemporâneas. E nota-se que o passado imemorial não desapareceu de todo, e deparamos as sombras milenares nos gestos diários e às vezes no mecanismo do raciocínio, para a soma surpreendente de soluções psicológicas. Um ato comum e banal pode ter cinqüenta séculos e um pavor que julgávamos personalíssimo já sacudira o corpanzil assombrado de um nosso pré-avô na noite dos tempos antigos. E tudo vive em nós, herdeiros de gerações incontáveis e de culturas sucessivas. Por isso a etnografia é sedutora. É a nossa memória, no Tempo!...
     
    É ainda Luís da Câmara Cascudo (1984, p.438) quem diz: “Conservar a memória dos episódios pelo canto poético é fórmula universal e milenar”. A literatura de cordel pode ser considerada a mais rematada prova disso. Ela vem atravessando os séculos. Com raízes na trovadoresca medieval, encontra solo fértil principalmente na Espanha e, em seguida, em Portugal. Da península ibérica difunde-se para vários continentes, chegando também ao Brasil, como atesta Manoel Diégues Júnior ([1975], p. 5, grifos do autor):
     
    Esta reconstituição, o seu tanto rápida, de algumas manifestações em países latino-americanos, da literatura de cordel nos permite mostrar que a inspiração popular que a criou, se não é universal, é muito espalhada; há na França através da littérature de colportage; há na Espanha através dos pliegos sueltos; há em Portugal, com as ‘folhas soltas’ ou literatura de cordel. Da península foi que nos veio: é uma das heranças que devemos, o Brasil a Portugal, ou outros países americanos à Espanha, fazendo com que o épico e o lírico, pelo que o povo se manifestava, persistissem entre nós, ora em sua forma tradicional, das narrativas registradas no romanceiro, ora em suas formas ocasionais, pelo registro de fatos circunstanciais, de momento, que mereceram a atenção das populações, conservando-os na memória popular.
     
    Nos primórdios da colonização, já é possível detectar a presença da literatura de cordel no Nordeste brasileiro: “Começam estes romances a ser divulgados, entre nós, já no século XVI, ou, no mais tardar, no XVII, trazidos pelos colonos em suas bagagens” (DIÉGUES JÚNIOR, [1975], p.3). O Nordeste tornar-se-á, em decorrência disso, o foco, o grande centro irradiador da literatura de cordel[1].
    Manoel Diégues Júnior ([1975], p.6) sintetiza porque “tudo conduziu para o Nordeste se tornar o ambiente ideal em que surgiria forte, atraente, vasta, a literatura de cordel”. Ele apresenta pelo menos três fatores que contribuíram para isso: 1º - as condições étnicas, com a miscigenação, de maneira estável e contínua, entre o português e o escravo africano; 2º - as condições sociais e culturais peculiares do Nordeste, resultantes do regime patriarcal, das manifestações messiânicas, da formação dos bandos de cangaceiros ou bandidos, das secas periódicas, das lutas entre famílias, do surgimento de grupos de cantadores populares e 3º - as muitas tipografias especializadas na impressão e distribuição de literatura de cordel (DIÉGUES JÚNIOR, [1975],  p. 6).
    Também acrescenta Jorge de Souza Araújo (1992, p.6):
     
    Remontando a origens ibéricas, o cordel nordestino encontrou profundas ressonâncias em nossa alma popular. Não apenas assimilada por suas características de poesia de mão, variante da trovadoresca medieval, como também por refundir e recriar tipos e estilos, valorizando os elementos do meio através da fértil imaginação e de uma singular teia de símbolos encontradas em repentistas, violeiros e trovadores, essa literatura serviu ainda como fonte de informação e alfabetização. Estimulando sonho e a fantasia, divertindo, instruindo e atualizando, enfim, a valente e genuína experiência de vida da gente nordestina, o cordel teve decisiva importância como canal de diálogo e de cultura entre o povo.
     
    Ruth Brito Lemos Terra (1983, p. 17) destaca como a literatura de cordel estava imbricada na identidade cultural nordestina:
     
    Os poetas populares são herdeiros da temática da literatura oral, e de certo modo, das cantorias que ocorriam no Nordeste desde pelo menos meados do século XIX. A temática dos folhetos é, contudo, mais ampla. O poeta popular, além de detentor da tradição comum à literatura oral, qual o cantador, urde desafios e, da sua parte, tematiza o cotidiano. Por outro lado, o poeta gozava de uma independência econômica desconhecida do cantador, enquanto este vivia geralmente sob a tutela dos fazendeiros, promotores de cantorias, aquele podia contar com a venda de folhetos para o seu sustento.
     
    Quando Tomé de Souza, o primeiro governador-geral da colônia, desembarcou no porto da Barra, em 29 de março de 1549, trouxe consigo “aproximadamente mil homens, entre soldados, degredados, funcionários da administração, trabalhadores braçais e religiosos” (DIEZ, 1998, p. 52). Depois disso, com a divisão das capitanias hereditárias, afirma Albani Galo Diez que só a família do português Garcia D´Ávila tornou-se “proprietária do maior latifúndio de que se tem notícia no mundo: 800 mil quilômetros quadrados” (DIEZ, 1998, p. 27). Sua família colonizou Mata de São João, onde construiu famoso castelo.
    Quatro séculos depois, em Mata de São João, vamos encontrar um jovenzinho, magrelo, mestiço, que vivia livre nas imediações da mata atlântica, caçando passarinhos e tomando banho no rio Jacuípe. Seu nome é Antônio Alves da Silva. Mata de São João foi seu berço natal.  Nasceu no dia 7 de junho de 1928, filho de Ambrosio Prudêncio da Silva, motorneiro de bonde, e de Leonor Ives do Nascimento, lavadeira.

     



  • Presos terão direito a 90 mil vagas em programa de ensino técnico


    07.02.2013 11h46m
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    O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) vai destinar 90 mil vagas para pessoas privadas de liberdade que cumprem pena nos regimes aberto, semiaberto, fechado e de prisões provisórias, além daquelas que cumpriram as penas previstas. O acordo foi assinado na manhã desta quinta-feira (7), em Brasília, pelos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Justiça, José Eduardo Cardozo.

    A previsão é ofertar 35 mil neste ano e chegar ao total de 90 mil até 2014.

    Segundo Mercadante, interesse da população carcerária em estudar, que 26 mil presos fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano passado. "63% dos presos não têm ensino fundamental completo. Vamos dar ênfase ao ensino tecnológico porque abre mais perspectiva de ressocialização e chance de encontrar um emprego."

    Fonte: G1



  • Menos da metade dos professores lêem no tempo livre


    05.02.2013 17h35m
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    Um cabo de vassoura que era capaz de falar e sentir era o protagonista do primeiro livro lido pela então adolescente Denise Pazito. Hoje, professora e pedagoga no Espírito Santo, ela fala da experiência em seu blog. "O livro foi indicado pela escola. Provavelmente, eu estava no 4° ouano. Ele se chamavaMemórias de um Cabo de Vassoura e o seu autor era Orígenes Lessa. Professora inspirada a minha. Acertou na mosca. Uma história encantadora. Me encantou pelo mundo das letras."
    Mas assim como são capazes de encantar, os professores têm em suas mãos o poder de desencantar, não por intenção, às vezes por desconhecimento. Uma pesquisa feita pelo QEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann., organização sem fins lucrativos voltada para educação, mostra que menos da metade dos professores das escolas públicas brasileiras tem o hábito de ler no tempo livre.
    Baseado nas respostas dadas aos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e divulgados em agosto do ano passado, o levantamento do QEdu mostra que dos 225.348 professores que responderam à questão, 101.933 (45%) leem sempre ou quase sempre, 46.748 (21%) o fazem eventualmente e 76.667 (34%), nunca ou quase nunca.
    No caso de Denise, a leitura levou essa prática para as salas de aula, no entanto, muitos brasileiros terminam o ensino básico sem ler um livro inteiro. Para além da falta do hábito de leitura, a questão pode estar ligada a infraestrutura.
    "O número de professores que não leem é chocante, mas isso pode estar ligado ao acesso. É preciso lembrar que faltam bibliotecas e que um livro é caro. Um professor de educação básica ganha em média 40% menos que um profissional de ensino superior. Acho que faltam políticas de incentivo. Não acredito que seja apenas desinteresse", diz a diretora executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz.
    Um levantamento divulgado em janeiro pelo movimento mostra que o Brasil precisa construir 128 mil bibliotecas escolares em sete anos para cumprir uma lei federal que vigora desde 2010. Segundo a pesquisa, faltam 128 mil bibliotecas no país. Para sanar esse déficit até 2020, deveriam ser erguidos 39 espaços por dia, em unidades de ensino públicas e particulares. Atualmente, a deficiência é maior nas escolas públicas (113.269), o que obrigaria a construção de 34 unidades por dia até 2020.
    Para Priscila, uma possível solução seriam os livros digitais. O Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional (ProInfo Integrado) do Ministério da Educação distribui equipamentos tecnológicos nas escolas e oferece conteúdos e recursos multimídia.
    Além disso, o governo facilita o acesso aos conteúdos por meio da distribuição de tablets, tanto para professores quanto para estudantes. No ano passado, o MEC transferiu R$ 117 milhões para 24 estados e o Distrito Federal para a compra de 382.317 tablets, destinados inicialmente a professores do ensino médio.
    Sobre o acesso digital, os dados do levantamento do QEdu mostram que 68% dos professores (148.910) que responderam à pergunta usam computador em sala de aula. O estado com a maior porcentagem é Mato Grosso do Sul: 95% dos professores disseram que usam o equipamento. O Maranhão é o estado com a menor porcentagem (50,5%) de professores fazem o uso do computador. É lá também onde se constatou a maior porcentagem de escolas onde não há computadores: 38,3%. Estão no Sudeste, no entanto, as maiores porcentagens dos professores que acreditam não ser necessário o uso de computador nas salas: Minas Gerais (16%), Rio de Janeiro (15,4%) e São Paulo (15%).
    O responsável pelo estudo, o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins, diz que o país ainda tem problemas estruturais que dificultam o acesso a tecnologias. "Existem muitos desafios no país ligados a problemas de infraestrutura. Não apenas de acesso às máquinas, mas de acesso à internet, à qualidade dos sinais", disse.
    Ao recepcionar o professor norte-americano, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ressaltou a importância dos meios digitais: "O conteúdo ao qual o filho dos mais ricos tem acesso pode ser dado aos menos servidos de educação. Queremos tornar a educação não algo escasso, mas um direito humano que todas as pessoas possam ter", disse.
     



  • Festival une talento e criatividade no colégio Hilda Carneiro


    04.02.2013 15h17m
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    O Colégio Estadual Hilda Carneiro, promoveu na manhã do sábado passado (02) o seu primeiro “I Festival de Talentos”. O evento, organizado pelo corpo docente da escola, e dirigido pelos professores Fábio Souza e Gilvane Silva, contou com a participação dos alunos do ensino fundamental e médio em diversas apresentações artísticas como poesia, pintura, desenho, teatro, dança e música.


    O festival, que teve como objetivo a vivência de habilidades no campo das artes e o uso de diferentes linguagens para produzir e expressar conhecimento, reuniu alunos, professores, familiares e a comunidade local, cumprindo o papel social da escola.
       Apesar da greve que modificou o calendário letivo em 2012, o Colégio Hilda Carneiro conseguiu em sua reestruturação de calendário cumprir as propostas defendidas em jornada pedagógica, a exemplo da “Caminhada: trabalhando e construindo competências”, o Festival Anual da Canção Estudantil, o Projeto TAL (Tempos de Artes Literárias) e campeonatos estudantis (municipal e interno).

     



    Estas realizações do Colégio Hilda, demonstram o empenho dos professores no sentido de cumprir não somente os dias de aula previstos por lei, mas também uma proposta educacional sólida, que supere até mesmo os 110 dias de greve dos professores.
     De acordo com o professor  Fábio Souza, a próxima edição do festival, em 2013 prevê a contemplação de exposições fotográficas e desenvolvimento de pequenos documentários produzidos a partir dos celulares, permeando a proposta educacional com o uso das novas tecnologias, que são de uso dos nossos alunos. A vivência de projetos desta natureza no ambiente escolar, motiva e potencializa as aprendizagens, rompendo as barreiras da sala de aula, relacionando áreas do saber, mobilizando o conhecimento.



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